quarta-feira, 7 de maio de 2014
CSC - Dia 04 - Los Arcos a ?
hoje saí do albergue (que serviu um pèssimo café com torrada, realmente torrada e ruim), me despedi de Jesus e saí no mesmo ritmo dos outros dias, cumprimentando peregrinos, parando para sacar fotos (algumas, pois tinha sido um dia tao surreal, que esqueci de carregar as maquinas ontem), encontrando brasileiros, cheguei aqui em Logrono cedo. Pessoas simpaticas e o cara da biblioteca me deixou usar o pc mesmo sem ter carteirinha e cadastro, muito gente boa. O caminho atè aqui foi tranquilo de esforço, poucas subidas, alguns bons trechos asfaltados ou de ciclovias. Devo almoçar aqui e seguir pelo Caminho até mais ou menos a cidade de Najera. Hoje deve realmente ser a despedida de Jesus, o trecho està cada vez mais plano e fica impossìvel fazer em um ritmo tao lento quanto o de quem vai a pè, ainda que Jesus esteja fazendo duas etapas por dia em relaçao a maioria dos peregrinos.
Fotos:
arte peregrina, no caminho tem algumas intervencoes criativas, como botas como flores, estatuas com peças de roupa, mas a mais comum é, sem sombra de dúvida, pedras empilhadas ou fazendo formas.
Uma das coisas que acho mais interessante nas cidades europeias (nao so do Caminho) é o contraste entre as construcoes velhas e as coisas novas, como placas de estabelecimentos, latas de lixo, carros etc. Olha que estamos falando de carros de 20 anos atras, no caso da foto abaixo.. rs..
CSC - Dia 03 - Puente La Reina a Los Arcos
Algumas fotos do segundo dia: Alto do Perdao e Igrejas pelo caminho.
No final desse dia troquei uma idéia com os italianos que estao de bike e acho que eles vao em um ritmo maior do que o meu daqui pra frente.
Os italianos perguntaram se eu ando de speed, porque acharam que vou muito bem nas subidas e pedalei em trechos que eles empurraram.. kkk.. o referencial deles está terrível... rs.. mas acho que apesar de tudo, o fato de morar em Minas nos ajuda a encarar subidas com mais naturalidade.
O dia de ontem (terceiro) comecou com um café a base de frutas do Jesus (acreditava atè entao que nunca mais o veria, pois estava disposto a percorrer um trecho maior do que o que ele faria a pè), na frente do albergue, até que passou um brasileiro que mora em Puente La Reina, o Odenilson, que ao ver a bandeira do Brasil encostou o carro e ficamos batendo um bom papo sobre a vida na Espanha. Gente boníssima.
Aproveitando, como tem brasileiro no Caminho, acho que tem mais brasileiro aqui do que no Brasil.
Ainda nos primeiros quilometros aconteceu outro fato inusitado com subidas. Um grupo de gringos estava parado no final de uma subida (que nem é lá essas coisas) e percebi quando conversaram algo e começaram a me observar. Quando zerei a subida (subi inteira pedalando) eles deram uma salva de palmas e gritos entusiasmados: definitivamente esses gringos nao conhecem Minas Gerais. Depois um simpático casal de velhinhos que passou caminhando enquanto eu estava parado fizeram alguns elogios sobre o mesmo fato. kkkk.. agora sempre subo pedalando e sem alterar a respiraçao quando tem gringo perto.. rs.. eles sempre se surpreendem, comentam algo.. deixa eles acharem que pedalo bem.
Ah.. parei em Lorca para um cafè e uma tortilla e conheci a Teca, brasileira, e um espanhol muito gente boa. Esses peregrinos e tantos outros sairam de SJPP dois dias antes de mim e me contaram da chuva e do frio que passaram nos Pirineus. O espanhol perdeu duas unhas... pqp... se eu já tinha achado foda, imagina essa turma, nesse dia esbarrei por muitas pessoas que saìram nesse dia e parece que a coisa foi mesmo feia.. nego viu a morte de perto. Tive sorte. Até agora, nem mesmo tirei a camisa de manga longa da mochila, estou apenas no corta-vento e só de camiseta a maior parte do tempo.
Quando estava saindo de Lorca, para minha surpresa, chega Jesus, tomamos um café, nos despedimos e aì, novamente, achei nunca mais o veria.
A época está perfeita para o caminho, vegetaçao bem verde, muitas partes floridas, temperatura agradavel.
Passei por Estella (cidade maior, onde chama a atencao as referencias ao Caminho nas casas das pessoas, sao santos, conchas, inscricoes) e na saìda da cidade parei nessa (abaixo) decentìssima fonte de vinho, a beira do caminho. Tem até uma taça e um copo coletivos. rs. Quando cheguei na fonte tinha um grande grupo saindo e fiquei sozinho alguns minutos, até que chegou um simpàtico senhor, pegou um pouco de vinho e brindou comigo. O senhor è um local que estava todo respingado de amarelo, pois estava pintando "las flechas del camino". Quando viu a bandeira do Brasil na bicicleta ficou entusiasmado e me contou que tem uma pequena em casa. Eu lhe disse que agora teria uma grande, tirei da bicicleta e a dei como um "regalo". Ele ficou preocupado e lhe expliquei que tinha outras na bagagem.. rs..
Estava pretendendo almoçar em Villamayor de Monjardin, mas ao passar num pueblo alguns quilometros antes, vi um simpatico bar, onde outros peregrinos indicaram como tendo boa comida. Ora, almocei ali mesmo e a dica foi boa. Almoço agradável, una cerveza, alguns peregrinos passando, quando eu estava saindo, quem chega? Acertou! Jesus.. tomei outra cerveza enquanto ele almoçava e chegou um alemao e hablamos como indios, um em espanhol, eu em portunhol e o alemao em aleingleportunhol.. rs.. ao tirarmos uma foto, conhecemos, totalmente ao acaso, Pablito, um local, que è um dos personagens mais famosos do caminho, aparece em guias, livros e tem uma especial relacao com brasileiros. Mais de 30.000 já passaram em sua casa.
Eu, Pablito, Jesus e o Alemao. Jesus e o Alemao trocaram a agua de uma das garrafas por vinho.. rs.. eu até tomei bastante na fonte, mas nao sou tao fa a ponto de levar uma garrafa... rs...
Ao saber que eu era brasileiro, Pablito ficou espantado e pergutou "brasileiro, e nao passou em minha casa?". Ora, peguei meu panfleto com dicas, lhe mostrei que seu nome estava là, o regalei com uma bandeira do brasil personalizada e fomos a sua casa. Qual nao e minha surpresa ao entrar na casa e ver um monte de bandeiras do Brasil, uma Nossa Senhora Aparecida (pra quem nao sabe è do Brasil). Além disso, várias coisas sobre o caminho, um cajado esculpido com as cidades do caminho, ele carimbou nossa credencial (minha e de Jesus), conhecemos la piedra (muito, muito antiga mesmo) onde esta esculpida de um lado a cruz de Santiago e de outro a dos cavaleiros de Malta, conhecemos sua "fábrica" de cajados e fomos regalados com uma vieira, a qual Jesus fez Pablito escrever seu nome "e firmar" para que ninguém duvide da autenticidade. rs.
Bom, passamos a tarde toda em Azqueta, decidi ficar a noite em Los Arcos, cerca de 15 Km depois. Fui na frente para tentar lugar no albergue e Jesus ficou para traz. Cerca de 1Km depois eu encontrei um ciclista parado que perdeu o parafuso do taquinho da sapatilha, fiquei chateado, pois isso jà aconteceu comigo e passei a andar com um reserva, mas nao o trouxe para o Caminho. Bem, assim mesmo passei um parafuso comum ao ciclista, Jesus nos passou e, minutos depois, o amigo desse ciclista chegou voltando pelo caminho e me entrega uma pedra grande e diz: "Jesus que manda entregar-te". kkkk.. acho que nao contei isso ainda: Jesus está me enchendo porque a pedra que estou levando para a cruz de ferro è pequena, no dia anterior, eu estava dentro de um café e ele passou e deixou uma pedra enorme sobre minha bagagem.. e sempre ele fala "pedra grande" e eu sempre respondo que nao tem nada sobre o tamanho e pedra é pedra.. rs.. detalhe que o fdp náo ta levando nenhuma, nem grande e nem pequena...
Bom, voltando aos ciclistas, o parafuso nao adiantou muito, mas eles seguiram o caminho assim mesmo, com o taquinho solto da sapatilha. Tambèm ficaram um pouco surpresos quando empurravam numa trilha subindo e olharam pra tras e me viram pedalando e "controlando" a velocidade por causa deles. rs.. abriram e náo os decepcionei, pedalei muito no resto da subida (cheguei morto no topo, mas.. tudo bem). Definitvamente esses gringos tem que ir a Minas.
Ao chegar em Los Arcos fui direto ao Albergue, tinha combinado com Jesus de pegar vaga para nós dois, o Albergue Municipal só tinha a última vaga, a peguei e sai em busca de outra, consegui num albergue quase em frente (tambem a ultima vaga, em uma cama com estrados quebrados), onde tambèm estavam os dois ciclistas, que sao espanhois.
Banho tomado e coisas guardadas, fui para a frente da igreja, onde tem bar e restaurante, tomar uma cerveza e aguardar a chegada de Jesus. Ele chegou e tambèm os espanhois de bicicleta, hablamos bastante, comemos um menu do peregrino (como o Salmao da espanha é diferente do nosso, acho que o deles è pescado na natureza e o nosso criado em tanque). Interessante ver eles explicando as separacoes dentro da espanha e as vontades separatistas, em especial porque um é de Barcelona e outro de Madrid.
Enfim, dia realmente surpreendente, quando você acha que o melhor do Caminho passou, ainda vem muito mais coisa...
Dicas:
Usted é distante, como um filho respeitosamente chama o pai em uma familia mais tradicional, para amigos, use tu e ti.
acá é falado na america do sul, aqui na espanha se diz "aqui". kkk
para quem nao sabe, tentar falar inglês com quem tem inglês como língua mae é impossivel, mas com quem fala mal é muito fácil.. quanto pior o ingles da pessoa, mais parecido com o seu e melhor a comunicacao.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
CSC - Dia 02 - Zubiri a Puente La Reina
Dia incrível, quem colocou o começo do Caminho em SJPP teve a manha, a primeira etapa sendo a mais difícil, fica fácil curtir as demais... verdadeiro turismo e rolé de bike, trilhas, estradas, calçamentos, estradinhas, descidas insanas. Todas as cidades que conheci atè agora sao muito agradaveis e bonitas. O pedal de hoje merecia uma resenha, passei por cidadezinhas, Pamplona, Alto do Perdao e agora estou em Puente La Reina. Porèm, estou em um computador ruim e afim de rodar mais por Puente La Reina.. tomar una cerveza e jantar, possivelmente, o menu do peregrino!! Mas imagens valem mais que palavras, uma prévia das fotos. Consegui carregar apenas 4 e travou..
CSC - Dia 01 - SJPP a Zubiri
obs: perdoem erros de digitacao e portugues. Teclado ruim e peregrino com pressa!
Ainda antes de começar...
No meu quarto em SJPP ficaram a brasileira que conheci na hora de encontrar o albergue, uma turma de italianos que também estao de bike, uma mexicana que esta com uma mochila pesadissima e acho que vai despachar um bucado de coisa pra Santiago e um outro brasileiro que esta fazendo o caminho pela segunda vez e trazendo outra filha, ja que da primeira ele fez com uma. Todos engracadissimos.. a gente conversando tudo misturado portugues, espanhol e italiano. Massa demais!!
Primeira parte - Saída e Pirineus
Nao vou mentir, estava receoso (com muito medo mesmo) em encarar o Caminho sozinho, tanto por estar em um país que nao o meu e sem saber falar a lingua quanto pelo próprio caminho. Acordei antes de 7, arrumei tudo e fui tomar meu café da manha dado no albergue: pao (regrado, já que as primeiras turmas comeram muito) com geléia, café e achocolado). Sai entre 7:30 e 8:00, me despedindo dos italianos que ainda arrumavam suas coisas, com um frio na barriga, sem ter certeza de por onde o caminho começa, rs. Logo na saída de SJPP começa a subir, minha estratégia nao era outra: marchas leves, devagar e sempre. Logo logo fui ficando mais a vontade, passando por muitos (muitos mesmo) peregrinos a pé, cumprimentando um aqui e outro ali e subindo. A saída de SJPP até grande parte da subida dos Pirineus se dá pelo asfalto (cerca de 10 a 15 km). No meio dessa subida tem um refúgio (Orisson) onde parei para um café e voltei a subir. A altitude aumentando e o frio acompanhando, quando estava quase no final da parte de asfalto tinha uma van vendendo comes e bebes, parei, mandei duas bananas, um ovo cozido, um cafè, um achocolatado e uma barrinha e um bolinho pra viagem. Depois de subir muito e ver a altitude subir de 200 a 1300m se entra na parte de trilha.. pqp... já estava fadigado da subida e agora tinha pedra solta e a temperatura só abaixando.. pouco tempo depois o trecho fica mais plano, mas estava um barro só, quem estava a pé podia ir se desvencilhando pelas bordas, de bike, ou carregava bike com bagagem ou ia sujando o pé de barro. Em determinado momento meu pé enfiou completamente no barro gelado, veio uma neblina fudida e eu aproveitava os trechos pedaláveis pra dar um gás.. esse período de frio e barro durou cerca de 2 km, depois foi atenuando (apesar da altitude ainda subir mais) e aí se tornou um passeio pelo topo dos pirineus, em estradas de terra e trilhas pedaláveis. Adeus neblina, frio e até tive que tirar o corta-vento. Legal que em determinados trechos tinha neve na beirada da estrada, quando perguntei alguns peregrinos se aquilo era mesmo neve, pra confirmar, responderam e se divertiram muito com minha alegria de parar pra pegar neve. Depois perguntaram de onde eu era e, com a resposta, eles entenderam. rs..
Ou seja, depois de subir, passar um perrengue de 2 Km e trilhar atravessando a fronteira Franca-Espanha, chegou o ponto alto da primeira parte desse dia, avistei um pedacinho de construcoes, era Roncesvalles se aproximando, eu sabia que daí pra frente seria só descida até a cidade. E que descida gostosa, apesar da velocidade contida, curti demais, cheguei a cansar e parei no meio para contemplar a vista e beber água. Nesse momento conheci dois caras da Lituania, que tiraram foto pra mim e eu pra eles. Continuei descendo e logo cheguei em Roncesvalles, ainda com dificuldade em falar Gracias no lugar de Merci, encostei a bicicleta e fui comprar algo para comer e beber, aí veio a merda: Cadê minha carteira? Caraca.. revirei tudo e nada, até que estava com pouco dinheiro, mas estava com meu cartao.. fiquei desorientado e pensando na merda que ia ser resolver isso. Logo depois, com calma, lembrei que a tinha usado na van que vende comida e que nessa hora conheci uma brasileira que fazia o caminho a pé. Quem sabe ela nao está trazendo minha carteira? Resolvi ficar em frente ao restaurante (passagem obrigatória do caminho) e ir perguntando a todos, até que chegasse a tal brasileira.. Teria que ficar em Roncesvalles hoje, mas quando estava pensando em um jeito de descobrir como se fala carteira em outras linguas, chegam os lituanos (aqueles que conheci na descida) e perguntam, com uma mistura de linguas danada, se eu nao tinha perdido minha carteira. Putz, que sorte!! Eles me entregaram e explicaram que caiu quando eu estava descendo. Os lituanos salvaram meu caminho e comemoramos com cervejas e sanduiches, ainda me deram um marcador de livros magnetico da Lituania. Massa.
Segunda Parte
Problema resolvido.. parti pra segunda etapa do dia, Roncesvalles a Zubiri. Como esse trecho é absurdamente mais tranquilo e como estava tranquilo de tempo e já bem recuperado da primeira parte, segui curtindo as estradinhas (bonitas e boas de pedalar) e parando nas cidadezinhas. Notei que a tarde o caminho é bem mais vazio, muitos peregrinos só caminham de manha. No final do trecho até Zubiri, cruzei com um peregrino a pé algumas vezes, eu parava num lugar ele passava e eu voltava a pedalar e o passava de novo. A chegada em Zubiri também é em descida e foi nela que o passei pela ùltima vez.
Zubiri
Cheguei em Zubiri (uma agradável cidadezinha) ainda no meio da tarde e fui para o albergue público, que nao tinha mais camas, mas tinha colchoes numa quadra que fica ao lado. Ok. 4 euros, Credencial carimbada, fui lavar minhas roupas e, quando vejo, quem está num colchao próximo ao meu? O cara que me passava e eu o passava de novo, o Jesus (ou Rêzúz), de Madrid, gente boníssima e com quem tomei uma cerveja, batemos um bom papo e, quando fomos jantar, conhecemos uma alema e sua guia, bem falantes e engracadas. Os italianos de bike também ficaram nesse albergue.
Enfim, que dia do caralho, quando a Milvia me perguntou, a noite, como foi o dia é que eu parei pra pensar que parecia que tinham se passado dias e mais dias, mas tinha sido naquele mesmo dia que sai de SJPP todo travado. De manha com medo, de tarde congelando o pé no barro gelado e a noite menosprezando: quando o Jesus disse que achava que seria mais difícil, eu concordei sem pestanejar!! rs..
sábado, 3 de maio de 2014
CSC - Dia 0 - Caminho de St. Jean Pier de Port
ps: relevem erros de digitacao e falta de acentuacao, o teclado que estou usando eh outro padrao.
Ate Bordeaux
Depois de pegar um taxi com um figurassa, que me convenceu a pegar a corrida ate o aeroporto ao inves de ir ate o conexao, cheguei cedo para fazer check-in e isso foi bom: os funcionarios da TAP questinaram o modo como a bicicleta estava embalada, mas acabaram aceitando. O voo ate Lisboa foi ate tranquilo e o para Bordeaux teve pequeno atraso, mas ate ai tudo bem. Os perrengues comecaram quando peguei a bike e vi que a TAP havia maltratado a minha bike de um jeito que chego a desconfiar que foi de proposito pelo "problema" no despacho, afinal ela estava muito bem embalada para chegar do jeito que chegou. Porem, tirando arranhoes e um amassado na pinca de freio, parece que nao teve nada mais grave.
Bordeaux
Encontrei com meu irmao, que estava morando na Irlanda esses meses, e conhecemos a cidade. Achei o centro bem agradavel, com muitas ruas fechadas para veiculos e muito espaco aberto para pessoas. Pensamos em fazer um dos tradicionais passeios a vinicolas, mas as vagas estavam esgotadas e nos sugeriram ir ate uma adega que tem uma especie de museu e degustacao. Quando iamos pegar o metro para ir a tal adega, nos baixou um momento de lucidez e percebemos que seria um puta programa de indio. Tomamos a decisao mais acertada: sentamos num bar e tomamos uma Leffe. Depois, rodando em busca de outro bar, Deus nos reservou a maior sorte que poderiamos: encontramos um autêntico Pub Irlandês. Ficamos a tarde toda comendo e bebendo as iguarias tipicas da Irlanda e que parecem nao enjoar nem mesmo quem ja estava nessa ha quase tres meses.
Trem + Onibus para SJPP
Depois de acordar atrasado e enfiar as coisas na mochila e sair correndo (pedalando, na verdade), sem cafe e com sede, consegui embarcar para uma agradavel viagem de trem ate Bayonne e depois de Onibus ate SJPP. Em Bayonne foi um misto de alegria e tristeza ao encontrar com os outros peregrinos. Alegria pelo clima agradavel e tristeza pela falta de educacao para guardar as bagagens, inclusive com dois ciclistas fdp empurrando minha bicicleta e jogando a roda que estava solta no cambio traseiro. Mesmo sem falar a mesma lingua, deu pra ser simpatico e contornar a situacao e acomodar a bike.
SJPP
Do inferno ao ceu.
Cheguei com uma chuvinha fina e todo mundo rapidamente se dispersou. Nunca me senti tao sozinho e desamparado. Sozinho (literalmente) na estacao e sem saber o que fazer. Pelo menos nao tinha mais de uma forma de sair da estacao, que fica numa ponta da cidade. Sai pedaladando e encontrei um grande numero de pessoas indo pro mesmo lado. Fui atras e todos estavam indo a uma central dos "Amis Du Chemin de Saint Jacques". Como a fila estava muito grande, tirei a errada conclusao que estaria sem vaga e sai rodando em busca de um albergue ou coisa do tipo. Foi a pior coisa que fiz, so vi hotel caro e a chuva aumentando.. sem conseguir me comunicar muito bem, arrependido de ter vindo e ja cogitando hipotese de pagar hotel, escuto uma voz em portugues: era uma brasileira, a Camila, me perguntando o que uma recepcionista de uma pensao estava dizendo. Ela tambem estava procurando lugar pra ficar. Voltamos no primeiro lugar que eu tinha ido e o atendente super figurassa, engracado demais, fazendo piadas em Frances e a gente entendendo pelos gestos e rindo. Entao eu entendi que ali era so um centro de recepcao e que os abrigos sao espalhados em outros pontos.. Ufa! Conseguimos lugar. Depois disso foi tudo dando certo, encontrei outros brasileiros.. com gringos gente boa demais.. ajeitei tudo na bike... sai pra comer... a cidade e muito bonita e agradavel. Ate na hora que resolvi procurar internet foi rapido e ja avistei o centro de auxilio ao turista do outro lado da rua (pior que tinha passado na porta duas vezes qdo estava procurando lugar).. enfim, nem precisei andar mais, aqui no Office de Tourisme tem internet.
Fotos virao mais tarde ou amanha.. No computador que estou nao da pra passar.
Ate Bordeaux
Depois de pegar um taxi com um figurassa, que me convenceu a pegar a corrida ate o aeroporto ao inves de ir ate o conexao, cheguei cedo para fazer check-in e isso foi bom: os funcionarios da TAP questinaram o modo como a bicicleta estava embalada, mas acabaram aceitando. O voo ate Lisboa foi ate tranquilo e o para Bordeaux teve pequeno atraso, mas ate ai tudo bem. Os perrengues comecaram quando peguei a bike e vi que a TAP havia maltratado a minha bike de um jeito que chego a desconfiar que foi de proposito pelo "problema" no despacho, afinal ela estava muito bem embalada para chegar do jeito que chegou. Porem, tirando arranhoes e um amassado na pinca de freio, parece que nao teve nada mais grave.
Bordeaux
Encontrei com meu irmao, que estava morando na Irlanda esses meses, e conhecemos a cidade. Achei o centro bem agradavel, com muitas ruas fechadas para veiculos e muito espaco aberto para pessoas. Pensamos em fazer um dos tradicionais passeios a vinicolas, mas as vagas estavam esgotadas e nos sugeriram ir ate uma adega que tem uma especie de museu e degustacao. Quando iamos pegar o metro para ir a tal adega, nos baixou um momento de lucidez e percebemos que seria um puta programa de indio. Tomamos a decisao mais acertada: sentamos num bar e tomamos uma Leffe. Depois, rodando em busca de outro bar, Deus nos reservou a maior sorte que poderiamos: encontramos um autêntico Pub Irlandês. Ficamos a tarde toda comendo e bebendo as iguarias tipicas da Irlanda e que parecem nao enjoar nem mesmo quem ja estava nessa ha quase tres meses.
Trem + Onibus para SJPP
Depois de acordar atrasado e enfiar as coisas na mochila e sair correndo (pedalando, na verdade), sem cafe e com sede, consegui embarcar para uma agradavel viagem de trem ate Bayonne e depois de Onibus ate SJPP. Em Bayonne foi um misto de alegria e tristeza ao encontrar com os outros peregrinos. Alegria pelo clima agradavel e tristeza pela falta de educacao para guardar as bagagens, inclusive com dois ciclistas fdp empurrando minha bicicleta e jogando a roda que estava solta no cambio traseiro. Mesmo sem falar a mesma lingua, deu pra ser simpatico e contornar a situacao e acomodar a bike.
SJPP
Do inferno ao ceu.
Cheguei com uma chuvinha fina e todo mundo rapidamente se dispersou. Nunca me senti tao sozinho e desamparado. Sozinho (literalmente) na estacao e sem saber o que fazer. Pelo menos nao tinha mais de uma forma de sair da estacao, que fica numa ponta da cidade. Sai pedaladando e encontrei um grande numero de pessoas indo pro mesmo lado. Fui atras e todos estavam indo a uma central dos "Amis Du Chemin de Saint Jacques". Como a fila estava muito grande, tirei a errada conclusao que estaria sem vaga e sai rodando em busca de um albergue ou coisa do tipo. Foi a pior coisa que fiz, so vi hotel caro e a chuva aumentando.. sem conseguir me comunicar muito bem, arrependido de ter vindo e ja cogitando hipotese de pagar hotel, escuto uma voz em portugues: era uma brasileira, a Camila, me perguntando o que uma recepcionista de uma pensao estava dizendo. Ela tambem estava procurando lugar pra ficar. Voltamos no primeiro lugar que eu tinha ido e o atendente super figurassa, engracado demais, fazendo piadas em Frances e a gente entendendo pelos gestos e rindo. Entao eu entendi que ali era so um centro de recepcao e que os abrigos sao espalhados em outros pontos.. Ufa! Conseguimos lugar. Depois disso foi tudo dando certo, encontrei outros brasileiros.. com gringos gente boa demais.. ajeitei tudo na bike... sai pra comer... a cidade e muito bonita e agradavel. Ate na hora que resolvi procurar internet foi rapido e ja avistei o centro de auxilio ao turista do outro lado da rua (pior que tinha passado na porta duas vezes qdo estava procurando lugar).. enfim, nem precisei andar mais, aqui no Office de Tourisme tem internet.
Fotos virao mais tarde ou amanha.. No computador que estou nao da pra passar.
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